Delegado e agentes investigados por ligação com tráfico de drogas têm prisões mantidas pela Justiça da PB
Delegado e agentes são presos na PB A Justiça da Paraíba decidiu manter a prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil, presos durant...
Delegado e agentes são presos na PB A Justiça da Paraíba decidiu manter a prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil, presos durante a Operação Perfídus, deflagrada na manhã desta terça-feira (2), em João Pessoa. Eles passaram por audiência de custódia horas depois das respectivas prisões. Além do delegado e dos dois agentes, outros cinco suspeitos de integrar o esquema criminoso tiveram mantidas as prisões temporárias. Além de Braz Morroni, dois agentes da Polícia Civil também foram presos. O delegado era titular da Delegacia Especial de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT). O delegado Braz Morroni e os agentes Eduardo Jorge Ferreira e Everton Rychelyson, com as prisões temporárias estabelecidas em 30 dias, foram encaminhados para o Presídio Especial do Valentina, que fica localizado em João Pessoa. Não se sabe para quais presídios foram alocados os outros cinco presos. LEIA TAMBÉM: Investigação que levou à prisão de delegado na PB começou após denúncia de traficante Quem é o delegado preso em operação contra tráfico de drogas em João Pessoa Em nota, a defesa do delegado Braz Morroni disse que "é preciso rassaltar o direito constitucional à presunção de inocência" e que "irá analisar os autos visando a adoção das medidas pertinentes para restaurar a liberdade do delegado". Segundo o delegado Rafael Bianchi, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a investigação teve início em fevereiro de 2025, após a denúncia feita por um suspeito de tráfico de drogas. Conforme relatado à polícia, entorpecentes apreendidos teriam sido furtados por agentes da corporação. Ao longo das apurações, os investigadores reuniram elementos que resultaram na deflagração da operação nesta terça-feira. Ao todo, foram cumpridos oito dos nove mandados de prisão. O único alvo de mandado de prisão que não foi localizado durante a operação foi Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como Babau. Ele foi o responsável pela denúncia. De acordo com a polícia, ele está fora do estado. Como funcionava o esquema Operação Perfídia foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) Divulgação/Polícia Civil Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. Entre os possíveis crimes, está o desvio de drogas para revenda. Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa. Já o delegado Braz Morroni de Paiva Junior é apontado pelas investigações como participante da divisão dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas e teria recebido repasses financeiros e usado o cargo para proteger subordinados envolvidos no esquema. O delegado Rafael Bianchi detalhou que traficantes informavam aos policiais a localização de drogas armazenadas por outros grupos criminosos, os agentes da Polícia Civil faziam a apreensão e repassavam para os criminosos que informavam as localizações dos entorpecentes. "Traficantes de confiança dos policiais informavam onde havia essa droga armazenada. Os policiais iam até o local, realizavam a subtração e repassavam essa droga para esses traficantes de confiança, que são todos da mesma organização criminosa". O delegado André Rabello acrescentou que as investigações levaram cerca de 15 meses e que drogas que seriam incineradas também foram desviadas. "A gente se debruçou e se deparou com essa realidade, com nove alvos, nove traficantes, incluindo três policiais, retirando do meio criminoso entorpecentes e, em vez da entrada na polícia, voltando para outras organizações criminosas. E o que dava entrada na delegacia, quando ia ser incinerado, também havia o desfalque lá naquele momento de incinerar." Além dos oito vmandados de prisão, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados. Quem é o delegado preso Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação Reprodução/TV Cabo Branco Braz Morroni de Paiva Júnior tem mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil. Ele foi nomeado delegado de Polícia Civil na Paraíba em 12 de agosto de 2004, após ser aprovado em um concurso público. O delegado atuou na delegacia de Cuité, na delegacia de Itabaiana, na 4ª delegacia distrital de Campina Grande e como plantonista na Segunda Delegacia Regional de Polícia Civil. Em 2017, Braz Morrone começou a atuar na Delegacia de Repressão a Entorpecentes e, em 2019, assumiu a DCCPAT. O delegado da Polícia Civil Braz Morroni e dois agentes presos na manhã desta terça-feira (2), durante uma operação contra o tráfico de drogas em João Pessoa, serão afastados das funções e podem ser expulsos da corporação. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, à CBN. Outros presos da operação: João Wicttor Alves de Lima; Brendo Roberth Fernandes Sobral; Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha"); José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira"); Vanessa Dantas Fernandes; Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"), é o traficante que denunciou o delegado e está foragido. As defesas não foram localizadas até a publicação desta matéria. 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