Preso dono de haras suspeito de integrar grupo criminoso que movimentou R$ 144 milhões na PB
Francisco Yago, de 34 anos Reprodução / Polícia Civil Um homem identificado como Francisco Yago, de 34 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (17), em ...
Francisco Yago, de 34 anos Reprodução / Polícia Civil Um homem identificado como Francisco Yago, de 34 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (17), em Itapororoca, na Paraíba, dois dias após ser alvo da Operação Bon Vivant, que investiga uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, venda de armas e lavagem de dinheiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo a Polícia Civil da Paraíba, a organização investigada movimentou cerca de R$ 144 milhões em dois anos em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, e no Rio Grande do Norte. O grupo mantinha negócios relacionados a vaquejadas, compra de animais e leilões e, de acordo com a investigação, utilizava essas atividades para tentar inserir no mercado formal o dinheiro obtido com crimes. De acordo com o delegado Lucas Rothardan, Francisco Yago, que é natural do Ceará, é apontado pela investigação como braço direito do chefe da organização criminosa. Ele estava foragido desde domingo (13), quando deixou a Paraíba e foi para Fortaleza, no Ceará. Agora no g1 A prisão ocorreu após a polícia rastrear o deslocamento usado para buscá-lo no Ceará. “Conseguimos verificar o carro que saiu de Campina Grande para buscá-lo em Fortaleza”, explicou o delegado. Preso dono de haras suspeito de integrar grupo criminoso que movimentou R$ 144 milhões na PB Reprodução / Polícia Civil De acordo com a investigação, o suspeito trocou de carro durante a fuga e retornou à Paraíba para buscar uma pessoa, que não teve a identificação divulgada, com a possibilidade de seguir viagem de avião. Ele foi localizado em Itapororoca. Na casa de Francisco Yago, foram encontrados cerca de 15 smartphones. Segundo o delegado, os aparelhos eram utilizados pelo suspeito para ficar mudando de chip. Outros cinco celulares foram encontrados no carro dele. Segundo a polícia, os aparelhos também eram utilizados para dificultar que ele fosse localizado. Preso suspeito de ser braço direito de chefe de grupo que movimentou R$ 144 milhões na PB Reprodução / Polícia Civil O motorista do carro que estava com Francisco Yago também foi levado para a delegacia. Segundo o delegado, ele possui passagem por tráfico de drogas em Campina Grande. Para esse homem, foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por favorecimento pessoal. Segundo o delegado, Francisco Yago era dono de um haras e de cavalos no Rio Grande do Norte. Ele também mantinha uma atividade relacionada à intermediação de bitcoin. Como funcionava o esquema Grupo alvo de operação na PB atuava em vaquejadas e movimentou cerca de R$ 144 milhões, diz polícia Divulgação/Polícia Civil da Paraíba De acordo com a investigação, uma das estratégias usadas pelo grupo para movimentar o dinheiro estava relacionada ao mercado de animais e às vaquejadas. Os investigados compravam animais e participavam de leilões, movimentando valores e estabelecendo relações com criadores, compradores e outras pessoas ligadas ao setor. Segundo a polícia, essas aproximações também serviam para ampliar a rede de contatos e facilitar novos negócios. Um dos integrantes mantinha ainda um negócio relacionado à criação e comercialização de animais. A atividade fazia parte da estrutura usada pelo grupo para movimentar recursos e se inserir nesse mercado. A Polícia Civil identificou também três academias ligadas aos investigados. Para os investigadores, a existência de diferentes negócios mostra que o grupo utilizava mais de uma atividade para movimentar os valores e tentar afastá-los da origem criminosa. Outra parte da estrutura era formada por pessoas apontadas como “laranjas”, usadas para movimentar dinheiro ou manter bens e negócios em seus nomes. Entre elas estavam esposas de alguns dos investigados, segundo a polícia. Estratégia envolvia carreira de cantor A investigação também identificou uma estratégia envolvendo o agenciamente da carreira de um cantor. Um dos integrantes do grupo teria investido dinheiro na carreira do artista e planejado uma espécie de aposta no crescimento profissional dele. Segundo a Polícia Civil, a estratégia envolvia o agenciamento da carreira do cantor. O objetivo era investir no artista e, com o crescimento da carreira, ampliar as possibilidades de negócios e movimentação de dinheiro. A Polícia Civil não aponta o cantor como integrante da organização. Segundo a investigação, ele provavelmente não sabia que estava sendo utilizado dentro da estratégia planejada pelos investigados. Grupo também atuava no Rio Grande do Norte A organização também mantinha atuação no Rio Grande do Norte. Um dos principais investigados tinha influência no estado e possuía um haras que foi alvo das buscas realizadas nesta terça-feira (15). No local, os policiais apreenderam veículos, caminhões e um quadriciclo. A propriedade fazia parte da estrutura patrimonial investigada e estava relacionada aos negócios do grupo com animais. Além das prisões, a operação determinou o bloqueio de valores e bens e resultou na apreensão de patrimônios que, segundo a polícia, podem estar relacionados à atuação da organização. Em Campina Grande, os mandados foram cumpridos nos bairros Aluízio Campos e José Pinheiro e em dois condomínios fechados. Veículos de luxo e outros bens também foram apreendidos. Uma das prisões em Campina Grande teve disparos contra os policiais. A equipe conseguiu controlar a situação e prender o homem. Ninguém ficou ferido. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba