Secretário de João Pessoa é exonerado após operação da PF que investiga apoio eleitoral de facção
Secretário do Procon de João Pessoa também é alvo da operação Reprodução / Redes sociais O secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pes...
Secretário do Procon de João Pessoa também é alvo da operação Reprodução / Redes sociais O secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, foi exonerado do cargo. A exoneração foi publicada em edição suplementar do Diário Oficial do Município, após o pedido de saída ser informado pela defesa na terça-feira (29), depois de ele ser alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral com uma facção criminosa na Paraíba. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A portaria assinada pelo prefeito Leo Bezerra informa que Júnior Pires foi exonerado, a pedido, do cargo de secretário de Proteção e Defesa do Consumidor. O documento tem efeitos a partir desta quarta-feira (30). Segundo os advogados, a decisão de deixar o cargo foi tomada para que Júnior Pires pudesse se dedicar à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos investigados. A defesa nega qualquer envolvimento dele com organizações criminosas ou participação em eventual negociação de apoio político com facções. Os advogados também afirmam que Júnior Pires está à disposição do Poder Judiciário e das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. Agora no g1 Ainda segundo a defesa, o afastamento determinado pela Justiça Eleitoral é uma medida de natureza processual e, por si só, não representa uma conclusão sobre responsabilidade ou culpabilidade. Júnior Pires foi afastado por decisão da Justiça Eleitoral Antes do pedido de exoneração, a Justiça Eleitoral havia determinado o afastamento cautelar de Júnior Pires das funções pelo período de 90 dias. A decisão ocorreu no âmbito das investigações da Operação Zona de Influência, que apura uma suposta negociação de apoio eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa que atua em comunidades da Paraíba. Operação da PF apura negociação de apoio eleitoral com facção e apreende R$ 220 mil, na PB Após a determinação judicial, a defesa informou que Júnior Pires decidiu pedir a exoneração para se dedicar exclusivamente à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos. A Prefeitura de João Pessoa afirmou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Deputado estadual também é alvo da operação O deputado estadual Caio Roberto (MDB) também é um dos alvos da Operação Zona de Influência. A informação foi confirmada pelo Núcleo de Política da Rede Paraíba de Comunicação. LEIA TAMBÉM: Quem é Caio Roberto, deputado alvo de operação da PF que investiga apoio eleitoral de facção na PB Caio Roberto, de 41 anos, é natural de Campina Grande e exerce o mandato de deputado estadual. Ele foi eleito pela primeira vez em 2010 e reeleito em 2014, 2018 e 2022. Em 2026, disputa novamente uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba. Em nota, Caio Roberto afirmou que realiza a campanha de acordo com as regras eleitorais e negou ter praticado ilícito eleitoral. Ele também disse que atendeu à diligência da Polícia Federal e que, segundo ele, não foram encontrados dinheiro ou outros elementos que indicassem crime eleitoral ou vínculo com organizações criminosas. Operação Zona de Influência Operação da PF apura negociação de apoio eleitoral com facção na Paraíba e apreende R$ 220 mil Reprodução / Polícia Federal A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona de Influência nesta terça-feira (29) para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades da Paraíba. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Durante a operação, R$ 220 mil foram apreendidos. Segundo a investigação, integrantes da facção teriam usado o controle territorial de comunidades para negociar apoio político e autorizar a entrada de candidatos nesses locais durante campanhas eleitorais. Em troca, são investigados possíveis pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e negociações envolvendo cargos ou empregos na administração pública, entre outros benefícios. A investigação apura possíveis crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências têm como objetivo aprofundar a apuração e individualizar a conduta das pessoas investigadas. Vídeos mais asssistidos do g1 Paraíba